Ficar em casa

FICAR em casa FAZENDO O QUE E COMO ?  o início da conversa de hoje !

Atualmente o trabalho doméstico se mistura cada vez mais com a produção de renda, se torna EMERGENCIAL INVESTIGAR COMO vivemos e quais são nossas necessidades e vontades DO COTIDIANO e tudo que nos organiza  corporalmente.

QUAIS SÃO OS ENCONTROS inevitáveis do dia a dia ?

Somos seres gregários, sujeitos vivos que se associam com outros para viver, é inevitável pra a condição do vivo se relacionar para formar os próprios comportamentos de sobrevivência, não é diferente na atualidade em que a tecnologia digital nos distância dos encontros presenciais mas não alcançam todas as sensibilidades da nossa percepção; olfato, paladar, temperatura, texturas etc.

 QUANTO TEMPO ESTAREI em REDES SOCIAIS e DENTRO DE CASA ?

O Tempo lógico, este do relógio convencional nos conta que estaremos cada vez mais tempo dentro de casa, o relógio biológico sempre exigirá ações práticas de cuidados e cultivo e o tempo digital não tem limites porque é voraz por atenção. São diferentes modos de compor CORPO e DIÁLOGO nesta conversa sobre TEMPO e VIDA COTIDIANA, afirmações de singularidades, e não vamos perder de vista que o pensamento hegemônico, este que é ditado pelo consumo e acúmulo do capital tem horror ao singular e ao tempo do cultivo, desqualifica o trabalho manual e a artesania dos nossos hábitos.

QUAL A IMPORTÂNCIA DO FAZER SIMPLES ?

Não vamos confundir simples com simplório que em nossa língua portuguesa tem a mesma origem. Para nós aqui nesta CONVERSA a importância do SIMPLES está na ordem dos gestos assertivos, da clareza expressiva, daquilo que realmente comunica por que exclui os excessos, diminui volumes desnecessários.

E VOCÊ , C O M O   V O C É    F A Z   ?

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Brasileiros, o vai e vem da imigração

O Brasil, desde que foi colonizado por Portugal, tem sido o destino de milhões de imigrantes ao longo dos séculos. Das origens, credos, raças e idades mais diversas, esses homens e mulheres desembarcaram, no que hoje entendemos como um país, para através de uma complexa troca de culturas formar nossa sociedade. Somos um corpo social dono de literatura, música, história, tradições e povos únicos, que se combinaram para arquitetar, mesmo que inconscientemente, modos de viver pelas cidades deste território. Das movimentadas avenidas de centros urbanos até as mais isoladas tribos amazônicas, tudo contribui, de alguma forma, no que implica ser brasileiro.

Desse conjunto de pessoas que por conta da imigração, nasceram e tornaram-se cidadãos desta pátria, uma parte destes imigrantes voltaram para o país de origem, e outra  parte que não retornou a sua terra natal, tiveram filhos, netos e relações importantes à própria trajetória, desta forma mesclaram comportamentos, hábitos, vida cotidiana e valores na condição de estrangeiro. Encontraremos em seus testemunhos, modos de interagir, preservar seus costumes, sua gastronomia e memórias, de adaptar-se ao clima e a cultura. Trajetórias e comportamentos que nos interessa pela capacidade em aprender, tomar decisões, criar novos cursos de vida e condições para o bem-estar.

A partir de trocas e de conversas levamos em consideração as pequenas particularidades de cada cotidiano e como estas foram construídas. Se mudanças simples dentro do mesmo território podem causar impactos muito maiores do que podemos imaginar antes de vive-las, podemos ponderar se o impacto é  intensificado para quem passa a viver em terras estrangeiras.

Rotinas são importantes a nossa construção psíquica, ao modo como pensamos, sentimos e agimos para integrar-se e vincular-se com outras pessoas. A localidade geográfica também provoca mudanças em nossa percepção e sentimentos. Podemos até mesmo mudar nossas vontades, sobre qual rumo seguir, questionar verdades e revelar novos interesses, porque somos influenciados pelos ambientes e culturas da mesma maneira que também influenciamos.

O dia a dia das pessoas é construído pelo desenrolar de diferentes hábitos  individuais, coletivos e específicos por localidade, perpetuando ou não através das gerações. Cada país tem suas especificidades, o que torna o desafio de se viver em cada um deles uma aventura humana cheia de particularidades. A forma como nós, humanos, usamos cada ambiente pelos séculos fica marcada em sua geografia e consequentemente influencia quem a habita. É também o caso do momento histórico, dos regimes vigentes, da biota, do clima e entre outros tantos que seria inútil tentar enumerar todos, portanto nos ocupamos enquanto pesquisadores do comportamento com as particularidades, com os modos de fazer e se entender como parte integrada aos ambientes.

Nesta coluna, a pauta é buscar reflexão sobre como cada comportamento pode ser influenciado por essa conjunto de fatores históricos, sociais, políticos, geográficos e psicológicos. Como processamos por entre camadas também biológicas as formas de adaptação, as misturas e as anatomias de conexão com os ambientes e subjetividades inerentes a existência humana.

Mesclando com o estudo do comportamento referencias geográficas, históricas, culturais, com o jornalismo documental, o uso das imagens, da literatura e com as diferentes perguntas que chegam através deste site traçamos metas em busca de respostas e novas perguntas. Para começar: o que podemos aprender sobre nós mesmos e os outros ao pensar juntos cada uma destas camadas que nos constitui? Quais a influência de cada ponto geográfico de nosso planeta sobre quem vive nele? O que somos capazes de descobrir sobre o comportamento humano? E sobre nós, brasileiros? Estas perguntas estarão sempre abertas a participação de nossos leitores, através dos comentários, questões e testemunhos de quem vive no corpo diferentes histórias de imigração e de ser brasileiro em território estrangeiro.

Esta é uma coluna dedicada à maior compreensão do que está na origem dos nossos comportamentos enquanto sujeitos ativos e criativos, porque não nos basta respostas na lógica de causa e efeitos, mas sim os processos formativos, as dinâmicas vivas e singulares que trazem ao leitor subsídios para se entender cidadão no mundo e tomar atitudes comprometidas com redes de pertencimento e de acesso.

   Participe! Escreva para nós, compartilhe o que vive como brasileiro em qualquer lugar deste planeta.

 


CORRESPONDENTES

Henrique de Castro | Jornalista

Glauco Soto | Psicólogo  

Sheila Amarante | Psicóloga